De Benguela em Angola: encontros, conexões e novos caminhos para a mar

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De Benguela em Angola: encontros, conexões e novos caminhos para a marca

De Benguela em Angola: encontros, conexões e novos caminhos para a marca

Thaís viajou para Luanda em busca de respostas sobre um novo mercado. Queria conhecer Angola de perto, compreender sua dinâmica e avaliar o quanto a história da De Benguela poderia se conectar ao país.

Mas encontrou algo muito maior do que uma agenda de negócios.

Em Luanda, mulheres reconheceram Thaís, contaram que acompanhavam a marca e mostraram que já utilizavam seus produtos, apesar das dificuldades atuais de compra e entrega.

A missão empresarial Brasil–Angola tornou-se um encontro entre histórias, confiança, afeto e possibilidades de futuro.

Como resumiu Thaís:

“A internacionalização de uma empresa não começa quando ela cruza uma fronteira. Ela começa quando sua reputação chega antes dela.”

Uma missão empresarial entre Brasil e Angola

A presença da De Benguela em Angola aconteceu durante uma missão empresarial organizada pelo Sebrae/RJ, ao lado da Firjan SENAI e a convite da Câmara de Comércio Brasil–Angola.

Entre os principais compromissos estava a participação na FILDA Angola, a Feira Internacional de Luanda, um importante ambiente multissetorial de negócios e relacionamento institucional.

O objetivo inicial era conhecer melhor o mercado de beleza em Angola, entender suas características e observar possíveis conexões com a De Benguela.

Na FILDA, Thaís conversou com empresários, representantes institucionais e possíveis parceiros comerciais, além de ouvir percepções sobre consumo, distribuição e relacionamento com clientes.

A escuta mostrou que a relação entre a marca e Angola não começaria naquela viagem. Ela já existia.

A surpresa de encontrar a De Benguela nas ruas de Luanda

O reconhecimento aconteceu de forma espontânea.

No shopping, no supermercado e no hotel, Thaís foi abordada por mulheres que conheciam a De Benguela. Algumas acompanhavam a marca pelas redes sociais. Outras já haviam comprado produtos, mesmo diante das limitações atuais de acesso e entrega.

Encontrar clientes De Benguela em Angola, antes de qualquer operação oficial no país, foi uma das experiências mais marcantes da viagem.

Em um desses encontros, uma cliente entregou a Thaís um buquê de flores. O gesto simbolizou algo que apresentações empresariais nem sempre conseguem explicar: a confiança já havia atravessado o oceano.

A reputação da marca chegou primeiro pela recomendação, pelo conteúdo, pela identificação e pela experiência de mulheres que buscam soluções para cabelos crespos e cacheados.

Negócios atravessam fronteiras, mas relações, confiança e reputação costumam chegar antes.

Mais do que clientes: um encontro entre histórias

Estar em Angola tornou ainda mais profundo o significado do nome De Benguela.

A marca nasceu ligada à história e apresentar essa trajetória em território angolano transformou o nome em presença, diálogo e responsabilidade.

A viagem foi uma oportunidade de reconhecer diferenças, aprender com a realidade local e perceber pontos de encontro entre experiências de mulheres negras dos dois lados do Atlântico.

Cabelos crespos e cacheados carregam escolhas estéticas, memórias, técnicas de cuidado e identidade. Por isso, falar sobre produtos para cabelos crespos em Angola exige mais do que estratégia comercial: exige escuta, respeito e disposição para construir junto.

Um encontro especial no Dia de Tereza de Benguela

No último dia da viagem, uma coincidência deu ainda mais significado à experiência: o encontro com as clientes aconteceu no Dia de Tereza de Benguela.

Organizado em pouco tempo, o evento reuniu mais de 50 mulheres angolanas. A adesão mostrou que havia uma comunidade interessada não apenas em comprar, mas em conhecer a fundadora e entender a trajetória da empresa.

Thaís apresentou a história da De Benguela, explicou a origem e o significado do nome da marca, ouviu relatos das participantes e realizou demonstrações de produtos. Algumas clientes também puderam fazer compras.

Mas o valor daquele dia foi muito maior do que as vendas.

Cada pergunta, abraço e relato materializou uma comunidade antes percebida principalmente pelas telas. Em Luanda, a De Benguela encontrou rostos e histórias por trás das mensagens.

A conexão com a data também convidou as presentes a refletirem sobre a identidade da marca. Para aprofundar essa história, leia Tereza de Benguela: uma líder negra à frente de seu tempo.

O que Angola revelou sobre o futuro da De Benguela

A missão trouxe aprendizados emocionais e empresariais.

Ao longo da viagem, surgiram conversas e propostas relacionadas à representação comercial, distribuição, fornecimento no atacado, parcerias e possibilidade de uma futura operação física.

Essas possibilidades ainda serão avaliadas com responsabilidade.

As conversas representarão aprendizados importantes para os próximos passos. Novidades serão comunicadas quando os projetos estiverem devidamente estruturados.

O entusiasmo existe, mas caminha ao lado da responsabilidade.

Relações construídas antes das oportunidades

O convite para a missão não surgiu por acaso.

Cerca de dois anos antes, Thaís havia viajado ao Rio de Janeiro para fortalecer o relacionamento com a Câmara de Comércio Brasil–Angola. Naquele momento, não havia garantia de retorno imediato ou oportunidade comercial confirmada.

Havia a decisão de construir uma relação com presença e consistência.

Quando surgiu a oportunidade adequada, a De Benguela foi lembrada. Essa experiência mostra que relações institucionais sólidas são cultivadas antes dos projetos, por meio de confiança, diálogo e continuidade.

A internacionalização também nasce assim: primeiro, a empresa se torna conhecida; depois, confiável; então, passa a ser considerada para oportunidades maiores.

Uma mensagem de agradecimento a Angola

“Volto de Angola profundamente agradecida. Fui para conhecer um mercado e encontrei clientes, histórias, carinho e uma conexão muito maior do que poderia imaginar.

Cada conversa, abraço e demonstração de confiança reforçaram o propósito que deu origem à De Benguela.

Agradeço às mulheres angolanas que me receberam com tanto carinho, às participantes do nosso encontro e a todas as pessoas que acompanham a marca mesmo à distância.

Meu agradecimento também à Câmara de Comércio Brasil–Angola, ao Sebrae/RJ, à Firjan SENAI e, especialmente, a Nayt Jr e Carla Emydio pela oportunidade. Obrigada a todas as pessoas que contribuíram para a organização da missão e do encontro.

Angola nos mostrou que a nossa história já atravessou fronteiras. Agora, seguimos ouvindo, aprendendo e construindo os próximos passos com respeito.”

— Thaís, CEO e fundadora da De Benguela

Uma nova etapa de aproximação

A experiência da De Benguela em Angola não encerrou uma jornada. Ela abriu uma nova etapa de aprendizado, relacionamento e aproximação.

O que já pode ser afirmado é que existe uma conexão verdadeira. A De Benguela encontrou em Luanda clientes que conhecem sua história, confiam em seus produtos e desejam acompanhar seus próximos passos.

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@de_benguela

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